27 de fevereiro de 2008

Fúria das águas provoca alagamentos e destruição na capital

A enxurrada que atingiu a capital e a Grande Florianópolis no final de janeiro, às vésperas do Carnaval, causou grandes estragos também no Sul da Ilha. Praticamente todos os bairros da região registraram incidentes em decorrências do grande volume de água, embora não tenha sido registrado nenhum caso de família desabrigada. Boa parte das ruas do Campeche ficaram alagadas e, no pico da enxurrada, até a Avenida Pequeno Príncipe, a principal do bairro, foi tomada pelas águas, dificultando o tráfego de veículos. A rodovia SC-405, próximo ao Trevo da Seta, principal via de acesso e saída da região em direção ao centro, chegou a ter o tráfego interrompido por quase 24 horas. No Rio Tavares, várias casas ficaram alagadas e houve desmoronamento de muros. Na Armação, o Rio Sangradouro transbordou e várias casas ficam alagadas por vários dias, mesmo após o fim das chuvas. O coordenador do Sul da Ilha e intendente em exercício do Campeche, Sérgio Schmidt, garante que desde meados de meados de fevereiro a situação no distrito do Campeche está sobre controle, exceto por alguns problemas isoladas. É o caso de uma casa na rua Ângelo Pecini que encontrava-se ainda parcialmente soterrada, com mais de 60 centímetros de terra em volta do imóvel. Schmidt informa que outro problema ainda pendente é a vazão excessiva de água na Vala do Juca, na Tapera, que chegou a transbordar mais de um metro durante o temporal. “O que aconteceu no Pântano do Sul eu nunca vi, o bairro virou uma lagoa”, comentou ainda o intendente. Também foi grave a situação na Servidão Carlos Antônio Lopes, que tem 70 metros de extensão de área construída não legalizada. Houve fortes deslizamentos de terra que atingiram inclusive a Rodovia Baldicero Filomeno. “Foram precisos 25 caminhões para retirar todo o barro”, informou. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)