27 de fevereiro de 2008

Grupo português planeja investir R$ 250 milhões na região

A região do Saco dos Limões, no Sul da Ilha, tem tudo para ganhar uma forte revitalização e desenvolvimento com o projeto da empresa portuguesa WMD (sigla em inglês para “Desenvolvimento de Marinas Mundiais”) de construir, no entorno da Via Expressa Sul o Floripa Marina Resort, um investimento estimado em cerca de 120 milhões de dólares (em torno de R$ 250 milhões). O empreendimento prevê incluir marina pública, resort, quadras de tênis, restaurantes, bares e um shopping de pequeno porte. A WMD já tem até assinado um protocolo de intenções com a Prefeitura da capital e o governo catarinense. No final de outubro, representantes do grupo português e uma comitiva catarinense, que incluiu parlamentares e representantes do poder público municipal e estadual, estiveram em Brasília para apresentar a proposta à secretária do Patrimônio da União (SPU), Alexandra Reschke, já que o terreno que deve sediar a obra é de propriedade da União. Assessores da SPU informam que o projeto está atualmente em fase de análise no órgão e que não existe ainda um posicionamento sobre a sua liberação. O vice-presidente da WMD, José Basso, informou que a Via Expressa Sul foi escolhida por sua localização estratégica, entre o centro da cidade e o aeroporto, e por ter as condições adequadas para dar suporte ao Floripa Marina Resort. A proposta do empreendimento é ser um projeto integrado, que permita às pessoas ter o barco na porta de casa e atraia o público em geral, um modelo que já é praticado na Europa, mas constitui uma realidade nova dentro do turismo brasileiro. Apesar de ser portuguesa, a WMD tem sede nos Estados Unidos. A empresa constrói marinas em todo o mundo e, atualmente, tem projetos similares sendo desenvolvidos em Portugal, Cabo Verde, Romênia e Índia.