Alexandre Winck/Especial JC
O grão-mestre da Grande Loja Maçônica de Santa Catarina, Airton Edmundo Alves, afirma que comentários críticos e depreciativos sobre as atividades da maçonaria são antigos e decorrem de um desconhecimento sobre a instituição. “Sabemos que falam isso, mas nunca diretamente a nós”, pondera. O dirigente faz questão de esclarecer que a maçonaria efetivamente não se constitui numa religião e que respeita todas as crenças, tanto que conta com membros participantes de diversas correntes, incluindo católicos e luteranos, entre outras.
Airton define a maçonaria como uma instituição filosófica e iniciática, cujo principal objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano, que prega a tolerância e a busca da verdade. “Todo membro tem que acreditar em Deus, não aceitamos ateus”, assinala o grão-mestre, que garante ainda que assuntos como religião e ideologia não são debatidos nas sessões e encontros dos participantes. O grão-mestre explica que as sessões são abertas e os textos explicativos dos diferentes ritos e doutrinas maçônicas se encontram à disposição nas suas sedes, em bibliotecas e na Internet.
O dirigente garante ainda que nova sede da Grande Loja Maçônica no Campeche poderá ser disponibilizada para a comunidade, através da locação para realização de casamentos, formaturas e outras solenidades. O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde da Silva, não vê problemas na presença da maçonaria na região e acredita que a entidade pode até fortalecer pleitos para melhoria da infra-estrutura da região. “É um segmento forte e influente que poderá até facilitar várias reivindicações, principalmente do ponto de vista político”, pondera. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
