Cresce a insatisfação dos moradores do Campeche com a falta de estrutura e a incapacidade da intendência do distrito, que responde pelo atendimento ainda do Rio Tavares e parte do Morro das Pedras, em resolver os problemas das ruas da região, principalmente aqueles decorrentes das chuvas e alagamentos. Depois da enxurrada que atingiu a cidade às vésperas da capital, o antigo intendente Edmilson Rosar, que exercia a função desde o início da atual administração municipal, renunciou ao cargo. Em recente entrevista ao vivo na Rádio Campeche, reclamou da falta de material, equipamentos e pessoal para atender às necessidades do distrito.
A cozinheira Corina Lanzelotti, moradora da Rua Ângelo Pecini, no Rio Tavares, conta que já ligou diversas vezes para a intendência pedindo providências para resolver o problema da rua, que sofre constantes alagamentos, mas não consegue resposta. “Antes a intendência costumava nos atender com medidas paliativas, escoando a água e colocando mais areia na vala, mas agora nem isso fazem mais”, denuncia. “Ficamos ligando todo dia, aí dizem que o intendente não está, ou que a máquina está quebrada”, afirma a cozinheira.
Desde a saída de Rosar, o cargo de intendente do distrito tem sido exercido provisoriamente pelo coordenador regional Sul da Prefeitura, Sérgio Schmidt. Ele alega que a intensidade atual dos problemas têm se dado pelas chuvas constantes, mas que a situação da intendência seria basicamente a mesma de antes. “Estamos atuando dentro do possível como sempre, mas nos últimos 30 dias têm chovido sempre, quando pára por dois dias têm sido possível dar conta dos problemas”, argumenta. O intendente admite, contudo, que mesmo sem o problema das chuvas, a estrutura do órgão municipal está longe de ser a ideal. Atualmente apenas duas patrolas fazem o atendimento em todo o bairro, um dos maiores da capital.
(Texto: Angelo Poletto Mendes/Redação JC. Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
15 de abril de 2008
