15 de abril de 2008

Morador do Campeche defende restrição a novas edificações na Ilha

A comunidade do Sul da Ilha deseja impedir que construções irregulares e clandestinas continuem sendo edificadas na região enquanto a cidade está em pleno processo de discutir seu planejamento com a elaboração do Plano Diretor Participativo. O Núcleo Distrital do Campeche apresentou à Prefeitura Municipal de Florianópolis, na primeira quinzena de março, a solicitação de uma moratória de defeso proibindo novas construções em toda a Ilha, enquanto o plano diretor está sendo elaborado. O suplente do núcleo e presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde da Silva, diz que a intenção é tentar conseguir pelo menos a proteção para a Planície do Campeche. A idéia surgiu depois da Prefeitura ter encaminhado à Câmara de Vereadores, no início deste ano, um projeto que prevê, entre outras medidas, uma moratória de novas edificações na região da Bacia do Itacorubi. As reivindicações dos moradores locais também envolvem a retirada da sede da Intendência do Campeche do casarão tradicional onde se encontra atualmente, próximo das praia, e a inclusão do imóvel no Patrimônio Histórico e Cultural do Município, além da realização de trabalhos de limpeza, manutenção e monitoramento na Lagoa da Chica. Ataíde explica que foi exigida ainda maior fiscalização da administração municipal para prevenir as edificações irregulares que estão sendo feitas na cidade. “Não adianta projetar no plano diretor enquanto continua esse processo veloz de construção”, argumenta o suplente do Núcleo Distrital do Campeche. O dirigente alega que há indícios de que existam pelo menos 120 licenças autorizando novas obras no município e diz que a população quer saber quais são e onde se encontram. “Se isso não for feito, me afasto do processo, pois não vou fazer papel de bobo”, ameaça. Em relação à rejeição expressa pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) de Florianópolis à proposta da Prefeitura de moratória na Bacia do Itacorubi, o dirigente ressalva que haveria muitos empresários do setor simpáticos à idéia da moratória, preocupados com o crescimento desordenado da capital. “A Ilha tem um limite de recursos e falta infra-estrutura para tantas obras”, pondera. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)