Quase cinco anos depois do apagão que deixou a parte insular da capital sem luz por quase 72 horas, o prometido sistema de transmissão que tem a função de garantir uma alternativa de abastecimento energético da Ilha finalmente está saindo do papel. Retardada ainda em quase dois anos por conta de dificuldades na obtenção de licenciamento ambiental, a Subestação Desterro, que está sendo construída na Rodovia SC-405, já teve 60% da sua terraplanagem concluída e tem previsão de entrar em operação até outubro deste ano, junto com as demais obras de ampliação do abastecimento da cidade. Para a entrada em operação da unidade, de acordo com informação da Eletrosul, as obras físicas que ainda pendentes são a construção de uma casa de controle, bases e suporte de equipamentos e barramentos. Quando estiver funcionando, a subestação deve ter capacidade de transformação de 150 megawatts. A Eletrosul informa que a subestação faz parte da solução estrutural que vai garantir o atendimento de energia elétrica “com segurança e qualidade” para a Ilha de Santa Catarina e litoral norte do Estado. As obras de melhoramento do fornecimento da região incluem ainda a construção da Subestação Biguaçu, além da ampliação da Subestação Palhoça. Também estão sendo construídas duas linhas de transmissão: Biguaçu-Palhoça (17 quilômetros de extensão) e Biguaçu-Ilha (57 quilômetros de extensão, quatro de cabos submarinos) e ampliadas outras duas. A capacidade de abastecimento da região deve passar a somar 290 megawatts, o dobro da atual, que é de 140 megawatts. Dessa forma, a Ilha de Santa Catarina passará a ser interligada com as instalações de transmissão de energia elétrica que fazem parte da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), eliminando as condições críticas de atendimento à Ilha e minimizando os riscos de blecautes como o que ocorreu em outubro de 2003. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
30 de maio de 2008
