O drama dos congestionamentos no Sul da Ilha pode estar com os dias contados para acabar ou pelo menos para ser amenizado. O governo estadual e a Prefeitura da capital lançaram no final de junho edital de licitação para contratação de obras de construção de uma terceira pista na rodovia SC-405, no trecho que abrange do Trevo da Seta, na confluência com a Costeira, até o Trevo do Rio Tavares, numa extensão aproximadamente 2,5 quilômetros. O secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Valter Gallina, informou que a expectativa do governo estadual é de entregar a obra concluída até o final deste ano, garantindo um verão com trânsito menos tumultuado na região. Conforme ele, a intenção do governo é de que a terceira pista funcione de acordo com as necessidades de fluxo de veículos, nos horários de maior movimento, ora com duas pistas no sentido bairro-centro ou no sentido inverso. Durante a manhã, quando o tráfego mais intenso é em direção ao Centro, explicou o dirigente, a rodovia teria pista dupla nesse sentido. Nos finais de tarde, quando o fluxo mais intenso acontece em direção ao Sul, a pista dupla funcionaria nesse sentido. O dirigente acredita que a obra deve contribuir de forma significativa para aliviar os congestionamentos e garantir maior segurança para motoristas e pedestres. A obra deve envolver algumas desapropriações para ser viabilizada, contudo os pontos de desapropriações ainda não foram determinados, informou o Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra). “Só saberemos onde serão esses locais depois que a equipe de topografia estudar a área”, assinalou o presidente do Deinfra, engenheiro Romualdo de França, adiantando que ainda não está definido também de que lado da rodovia será instalada a nova pista. O mais provável, de acordo com o dirigente do Deinfra, é que a terceira pista seja viabilizada utilizando uma área de cada lado. Apesar de ser antiga aspiração da comunidade do Sul da Ilha, a construção da terceira pista no rodovia já enfrenta resistência de alguns comerciantes e moradores locais, que temem prejuízos com a execução de obras. (Foto: Luís Prates/Divulgação/Arquivo/JC)
17 de julho de 2008
