Os núcleos distritais do Sul da Ilha no Plano Diretor Participativo insistem na implementação de um defeso que proíba a liberação de novas edificações, exceto aquelas de interesse público, em toda a Ilha de Santa Catarina, durante o processo de elaboração do novo plano diretor da capital, que se encontra em processo de elaboração. Os três núcleos distritais da região, Campeche, Pântano do Sul e Ribeirão da Ilha, realizaram encontro na segunda quinzena de junho que definiu o encaminhamento de uma moção em favor do defeso para o núcleo gestor, para ser repassado à Prefeitura. “É de fundamental importância que não sejam feitas novas obras enquanto estamos discutindo e planejando a cidade”, reforça o suplente do núcleo do Campeche e presidente da Associação de Moradores do bairro (Amocam), Ataíde da Silva. Os núcleos também pedem ao poder público municipal a divulgação das licenças de construções que estão sendo liberadas na cidade. “Não queremos o nome de ninguém, apenas saber onde as obras estão, mas a Prefeitura alega que é um problema judicial”, diz. Ataíde informa que os núcleos também estão aguardando encaminhamento da versão atualizada do mapa das áreas de preservação ambiental da capital para auxiliar na discussão desse aspecto do plano. As diretrizes estabelecidas pelas comunidades dos distritos da capital para elaboração do Plano Diretor Participativo estão sendo sistematizadas em um único documento para serem aprovadas numa audiência pública municipal, que deverá ser realizada até agosto. A audiência estava marcada inicialmente para a primeira semana de julho, mas acabou adiada. O coordenador do plano diretor, Ivo Sostizzo, explica que, a partir do que for aprovado nessa audiência, serão montados os cenários que servirão de base para o projeto de lei que estabelece o macrozoneamento da capital, que define as unidades centrais e funções para os espaços da cidade (preservação ambiental, paisagem, áreas de uso urbano). A expectativa do Núcleo Gestor do plano é que esse documento seja encaminhado, analisado e votado em plenário na Câmara de Vereadores de Florianópolis ainda neste ano. Sostizzo diz que deverá ficar para o ano que vem o encaminhamento do microzoneamento, que lida com espaços específicos como ruas, avenidas, etc., para a apreciação na Câmara de Vereadores. O dirigente ressalva que o que for definido no macrozoneamento deverá servir de base para orientar as decisões relativas a esses espaços. (Foto: Luís Prates/Divulgação/Arquivo/JC)
17 de julho de 2008
