17 de julho de 2008

Maré alta provoca estragos no Campeche e praias do Sul

A maré alta que atingiu a Ilha de Santa Catarina em meados de junho causou estragos em diversas praias da capital, especialmente no Sul da Ilha. No Campeche, a maré subiu tanto que chegou a provocar a derrubada de parte dos muros de contenção e a destruição parcial da rampa de acesso à praia, no final da Avenida Pequeno Príncipe. O mar arrastou pedras e sacos de areia usadas para dar sustentação ao muros, que ficaram espalhados pela faixa de areia, que por sua vez ficou extremamente reduzida. O fenômeno acabou criando um cenário inusitado e impressionante, agravado pelo acúmulo de lixo e detritos que teriam sido trazidos pela maré. Segundo informação de meteorologistas, a maré costuma registrar elevação nos períodos de lua cheia e lua nova. No caso do Campeche, nos dias em que aconteceram o fenômeno, tinha início um período de lua cheia. A ocorrência foi intensificada, contudo, pela combinação com a entrada de um denominado ciclone extra-tropical que teria se formado em alto mar poucos dias antes. Apesar de se situar em alto mar, onde não teria força para interferir na força dos ventos, o tal ciclone teria sido o causador da ondulação forte, que atingiu a praia causando os estragos. A forte ondulação, por outro lado, fez a festa da galera do surfe. Na Praia da Joaquina, as ondas teriam chegado a atingir dois metros de altura. Para o pessoal da pesca, porém, o fenômeno não foi motivo de alegria. Por causa dos estragos na praia, aliado ao mar mexido, pescadores do Campeche ficaram prejudicados no acesso ao mar por vários dias, pela dificuldade de conduzir as embarcações. O pescador Aparício Inácio, dono de uma das redes que atuam no Campeche, acredita que esse fenômeno teria sido também uma das causas da decepcionante safra de tainha deste ano.