O situação da Rua das Corticeiras, no Campeche, que ganhou pavimentação incompleta durante a primeira etapa da Operação Tapete Preto, continua gerando indignação em alguns moradores locais. O mais inconformado é Ricardo Edson Crepaldi, que reclama de discriminação na forma como foi feita a pavimentação e drenagem do logradouro. Segundo ele, a obra foi interrompida quando faltando 300 metros de uma extensão total de 1,2 mil metros. Posteriormente, contudo, a obra teria sido reiniciada contemplando um trecho de apenas 30 metros, beneficiando apenas uma residência da rua. “Tanto essa parte foi feita depois da obra, que a faixa de segurança não tem continuidade”, alega. O morador lembra que a parte da rua sem pavimentação é de chão batido e tem mato, buracos e pedras. O coordenador da Operação Tapete Preto, Antônio Simões, explica que a pavimentação do trecho de 900 metros da Rua das Corticeiras foi financiada com recursos da CEF, que não contemplou os 300 metros restantes porque teria alguns impeditivos técnicos, como o avanço de residências sobre a pista. Por causa disso, segundo Simões, a pavimentação do restante da rua será feita, mas com lajotas, utilizando somente recursos próprios da Prefeitura. Porém, não há data prevista ainda para a licitação desse trecho, pois estão sendo executadas uma série de ruas na segunda fase da operação e a prioridade é definida conforme a maior necessidade. “A rua deverá vir na seqüência”, garante. Simões garante que o trecho de asfalto a mais colocado na rua não tem nada a ver com privilégios a nenhum morador. “Havia uma sobra do dinheiro previsto no contrato com a Caixa e tínhamos que aproveitar, senão iríamos perder os recursos”, afirma.
17 de julho de 2008
