17 de julho de 2008

Obra de templo religioso provoca conflito no Morro das Pedras

O funcionamento de um templo da Assembléia de Deus na rua Nossa Senhora de Fátima, no Morro das Pedras, vem sendo alvo de controvérsia. Um morador local alega que a unidade religiosa estaria atuando de forma irregular, porque a obra teria sido embargada, o embargo descumprido e a edificação concluída. Américo Gomes Oliveira reclama que o templo religioso ainda teria sido contemplado com iluminação pública especial, com três refletores, instalada pela municipalidade há cerca de dois anos. O prédio, de acordo com o morador, teria cerca de 220 metros quadrados, quando sua planta previa no máximo 196,5 metros, e que por causa disso está provocando rachaduras na sua residência, vizinha ao prédio. O morador informa que está com ação na Justiça exigindo o recuo da obra. “Já reclamei com Celesc, Prefeitura, todo mundo e continua tudo na mesma”, desabafa. O secretário-adjunto de Governo da Prefeitura, Sebastião Machado, informa que colocou a iluminação no local atendendo reivindicação da comunidade local, sem espeficar nomes. Para ele, a comunidade geralmente é favorável à presença desse tipo de templo. “Não vou deixar de fazer a vontade da população por causa de um problema individual”, defende Machado. O problema entre o morador e a igreja, na avaliação do servidor, deve ser resolvida pela Justiça. O pastor da Assembléia de Deus, que atua na unidade, Cláudio Souza, diz que acatará decisão judicial. “Tentamos negociar de todas as formas, nos prontificamos a arrumar a casa desse morador e até construir uma residência nova no terreno que ele tem na frente”, alega. “Se a Justiça mandar derrubar o templo também, assim o faremos”, afirma o pastor. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)