17 de julho de 2008

Rede de esgoto do Campeche começa a sair do papel

O longamente aguardado sistema de esgoto sanitário do Campeche começa finalmente a sair do papel. O presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Walmor de Luca assinou, no dia 26 de junho, a ordem de serviço para início das obras da rede coletora, Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e destino final do esgoto sanitário bairro, em cerimônia realizada na sede social da Sociedade Amigos do Campeche (SAC) que reuniu cerca de 200 pessoas e foi prestigiada pela presença do prefeito da capital, parlamentares estaduais e municipais, entre outras autoridades. O cronograma de obras prevê o início dos trabalhos ainda na segunda quinzena de julho, com prazo de 900 dias (cerca de dois anos e meio) para ficarem prontos. O custo inicial da obra, que deve permitir 2,8 mil ligações de esgoto e atender em torno de 25 mil habitantes, é de R$ 28,2 milhões, a maior parte recursos provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A obra será executada pela empreiteira paulista Stemag Engenharia e Construções Ltda. “Temos muito o que comemorar, pois trata-se da maior obra de saneamento da Ilha nos últimos 10 anos”, assinalou De Luca. O projeto prevê 54,8 quilômetros de tubulações de esgoto, sete estações elevatórias e a estação de tratamento de efluentes, que será edificada num amplo terreno da Casan no Rio Tavares, com capacidade para tratar 78 litros de efluentes sanitários por segundo. A rede vai contemplar as regiões do Morro do Lampião (extrema onde o morro inicia), Avenida Pequeno Príncipe, Lagoa da Chica, Areias do Campeche, Lagoa Pequena e Avenida do Campeche. As obras da rede deverão, no entanto, sofrer interrupções durante a temporada, para não causar prejudicar o turismo. Otimista, o presidente da Casan acredita na possibilidade da obra ser concluída antes do prazo previsto, ressaltando que recursos para o andamento das obras não faltam. “Já temos recursos disponíveis e podemos contar também com a própria capacidade financeira da Casan, que se encontra num momento muito positivo”, comentou o presidente. O dirigente informou que existe inclusive a possibilidade de um aditivo de mais R$ 4,5 milhões para o projeto, o que pode ampliar a rede física e estendê-la até parte do Rio Tavares. A tubulação da rede do Campeche terá diâmetros que variam de 150 a 400 milímetros; 11 quilômetros de emissários (levam o esgoto bruto até a estação), sete estações elevatórias (bombeiam o esgoto para cima nas áreas onde tende a se acumular) com dois conjuntos moto-bomba cada uma, além de uma completa estação de tratamento de esgotos. Representantes da Stemag informa que os trabalhos de construção da rede coletora iniciam na segunda quinzena de julho. O diretor de Projetos da Casan, Fábio Krieger, explica que a Stemag montou estrutura na capital catarinense para realizar a obra, sem necessidade de subcontratar outra empresa, e está utilizando mão-de-obra local nos trabalhos físicos. (Foto: Mauro Vaz/Divulgação/JC)