Os problemas mais urgentes do novo prédio da Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no Campeche, foram resolvidos pela empreiteira Inex Engenharia durante as férias escolares, conforme prometido pela Prefeitura da capital, atendendo reivindicação da comunidade escolar. Os reparos abrangeram a falta de hastes de suporte para janelas e corrimões mal fixados, entre outros. Contudo, o novo prédio, que funciona há apenas um semestre escolar, apresenta outros problemas, de caráter estrutural, que podem vir a comprometer a utilização das instalações, apontam dirigentes da instituição escolar. De acordo com a supervisora escolar do Conselho Deliberativo da escola, Marta Tessaro, e o orientador educacional Lidnei Ventura, a edificação já possui sinais de rachadura, falhas nos pisos, ferrugem nos corrimões e ranger nas esquadrias das janelas. Devido a esses problemas, o conselho programou audiência pública para a segunda quinzena de agosto para discutir esses problemas com a comunidade. Os dirigentes reclamam que teriam sido utilizados materiais de baixa qualidade no acabamento das obras, principalmente a cerâmica usada nos pisos, tubos dos corrimões e pisos-guia para deficientes visuais totalmente fora dos padrões. “Os problemas podem não parecer grandes agora, mas a escola está sendo usada há apenas seis meses, e tivemos que esperar mais de 10 anos pela última reforma”, comenta Tessaro. O secretário municipal de Educação, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, atribui à Inex os problemas ocorridos com a obra, que também foi entregue com atraso. A empreiteira, por sua vez, alega que os sinais de rachaduras e falhas seriam resultado de má utilização. A supervisora escolar rechaça a alegação. Conforme ela, haveria sinais de rachaduras até em partes do piso do corredor onde não há entrada para salas de aula, área pouco usadas pelos alunos. Tessaro lembra que diversos problemas ocorreram durante o primeiro semestre do ano letivo, incluindo a quebra de uma janela que ficava logo acima do pátio escolar. “A sorte foi que ela caiu para dentro do prédio”, diz. Um dos banheiros teve infiltração de água, que foi parar no andar de baixo. Ela aponta ainda que a quadra coberta de esportes é menor que os padrões oficiais e não pode receber eventos como os Jogos Abertos de Santa Catarina. “Trata-se do dinheiro do contribuinte, que merece uma obra de qualidade”, assinala. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de agosto de 2008
