As obras de construção da nova subestação de energia do Sul da Ilha começam a ganhar imponência. Depois da conclusão integral da etapa de terraplanagem da área que abriga a unidade, os trabalhos de instalação de equipamentos e obras civis avançam a olhos vistos, chamando a atenção de quem passa pela área, localizada nas proximidades da agência do Banco do Brasil, na região denominada de Fazenda do Rio Tavares. A Eletrosul informa que a Subestação Desterro, considerada de fundamental importância para reforçar o abastecimento de energia da Ilha de Santa Catarina, segue dentro do cronograma, com previsão de ficar pronta para entrar em operação em outubro deste ano. Comissionamento e testes para energização ainda não foram iniciados, de acordo com a Eletrosul, contudo a projeção é de terminá-los até outubro; acabamentos também ainda não começaram, mas a previsão é de término em novembro ou dezembro deste ano, sem que isso seja impeditivo para o início de operações da unidade. Depois de ter ficado parada por dois anos por causa de dificuldades em obter o licenciamento ambiental, a subestação deve entrar em operação juntamente com as demais obras de ampliação do abastecimento da cidade. Quando estiver funcionando em sua plenitude, a subestação deve ter capacidade de transformação de 150 megawatts. O projeto esteve parado por dois anos por causa das dificuldades da Eletrosul em obter o licenciamento ambiental junto ao Ibama, já que envolve cabeamento submarino e supressão de mata nativa na região. A empresa informa que a subestação faz parte de uma solução estrutural com o objetivo de garantir suprimento de energia elétrica “com segurança e qualidade” para a Ilha de Santa Catarina. As obras de ampliação do abastecimento elétrico incluem também a construção da Subestação Biguaçu e ampliação da Subestação Palhoça. Também estão sendo construídas duas linhas de transmissão: Biguaçu-Palhoça (17 quilômetros de extensão) e Biguaçu-Ilha (57 quilômetros de extensão, quatro de cabos submarinos) e ampliadas outras duas, interligads à Desterro. A capacidade de abastecimento da região deve passar a somar 290 megawatts, o dobro da atual, que é de 140 megawatts. O projeto prevê que a Ilha de Santa Catarina passará a ser interligada com as instalações de transmissão de energia elétrica que formam a Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), eliminando as condições críticas de atendimento e reduzindo os riscos de blecautes como o que ocorreu em outubro de 2003. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de agosto de 2008
