“Folheando o Jornal do Campeche, julho 2008, na página 7, deparei-me com a notícia “Morador de rua do bairro vê discriminação em obra local”. No texto está expresso que o Sr. Ricardo Edson Crepaldi reclama de discriminação porque a obra da Rua das Corticeiras foi reiniciada para beneficiar apenas um morador. Esse morador a que a reportagem se refere, presume-se, seja a minha pessoa. Sim, porque, de fato, a Prefeitura acrescentou aproximadamente mais 30 metros, o que fez com que o asfalto fosse até parte do meu terreno. Mas, na verdade, repugno essa afirmação de que fui um privilegiado. Uma empreiteira, ligada à Pedrita, contratada pelo município, procurou-me para que eu cedesse um pedaço de área a fim de suavizar a curva existente, localizada no canto sul do meu terreno, no que eu atendi, portanto com ônus. Observe-se que, sequer, fui procurado pela Prefeitura, mas sim por uma empresa subcontratada, o que até achei estranho. Inicialmente cheguei a pensar que o restante da rua seria asfaltada. Aliás, argumentei sobre a necessidade de pavimentação de toda a rua, mas o que me foi dito pelo engenheiro da empresa era que havia uma pequena sobra de verba junto à CEF, que somente daria para um pedaço. Dou razão ao Sr Edson quando reclama do caos que é o restante da Rua das Corticeiras. Aliás, sou ainda afetado, pois, como já mencionei, a rua faz uma curva exatamente nos limites de minha propriedade, portanto está sem calçamento boa parte de meu terreno, exatamente na parte mais próxima de minha residência, trazendo toda sorte de problemas, como lama, poeira, pedras e mato. Esclareço que sequer conheço pessoalmente qualquer autoridade municipal. Jamais estive ou falei, nem por telefone, com qualquer autoridade do município. Reitero, sobre a obra o único contato que tive foi com um engenheiro da empreiteira, subcontratada da empresa Pedrita, ao que parece a verdadeira contratada pela municipalidade. Sou funcionário público federal, sem qualquer vínculo com o Poder Municipal e sem qualquer participação político-partidária. Assim, repugno com veemência qualquer pecha de favoritismo. Aproveito para reinvindicar do Poder Público Municipal providências imediatas no fito de resolver o problema da Rua das Corticeiras, que tanto dificulta a vida dos moradores do local. Não é razoável nem proporcional proceder asfaltamento somente de uma parte da rua, o que parece não atender o principio da eficiência e do interesse público. Peço que esse Jornal publique reportagem em direito de resposta”. Valdemar de Oliveira Leite. Procurador da União.
28 de agosto de 2008
