A Rua João Sinfrônio, no Rio Tavares, sofre com a falta de pavimentação, cascalhos espalhados sobre a rua, lama, buracos e enormes poças d´água nos dias de chuva. O servidor público federal Sílvio Pereira Filho, morador da rua, reclama de discriminação por parte da Prefeitura, em relação a outros logradouros no mesmo bairro. “Na Operação Tapete Preto já pavimentaram várias ruas do Rio Tavares e, nesta, ainda nada”, queixa-se. Sem acostamento, durante os dias de chuva, a lama corre e forma verdadeiras “lagoas” na rua, dificultando o trânsito até de pedestres. Nem caminhões conseguiriam trafegar pelos buracos nestas condições. O morador garante que já foram feitas diversas solicitações, inclusive através de abaixo-assinado, para que a administração municipal desse uma solução ao problema, mas apenas ocasionalmente é feita colocação de brita. “Agora mesmo que é época de eleição, eles vêm e dão uma tapeada”, critica. O coordenador da Operação Tapete Preto e engenheiro da Secretaria Municipal de Obras, Antônio Simões Neto, minimiza o problema. Segundo ele, o espectro de ruas da cidade é muito grande e é natural que moradores de ruas não contempladas reclamem. “Isso é inevitável porque ainda há muitas ruas a ser pavimentadas na cidade, as obras já foram feitas em quase 700 ruas, mas faltam mais de 900, então não dá para atender todo mundo ao mesmo tempo”, afirma o engenheiro. O dirigente admite que esses trabalhos não poderão ser contemplados ainda durante a atual gestão, mas acredita que a Tapete Preto terá continuidade, independente de quem for o novo prefeito. “Quem vier vai ter que trabalhar muito, porque a população vai continuar a cobrar”, assinala o coordenador da Operação Tapete Preto.
28 de agosto de 2008
