28 de agosto de 2008

Obras da Operação Tapete Preto entram em banho-maria na região

A segunda etapa da Operação Tapete Preto começa a ganhar tons dramáticos com o atraso no cronograma das obras de pavimentação em andamento no Sul da Ilha. Inicialmente prometida para agosto, a conclusão dos trabalhos de pavimentação e drenagem de um total de 32 logradouros previstos para a região só deverá ocorrer agora por volta de dezembro, informa o coordenador da operação e engenheiro da Secretaria de Obras, Antônio Simões Neto. A situação é tão dramática, que estariam desaparecendo até as empresas interessadas em concorrer às licitações para execução de obras . O motivo principal, de acordo com o engenheiro, seria uma carência geral de material e mão-de-obra existente na cidade, em função de uma grande demanda de construções, tanto público quanto privadas. O coordenador da Tapete Preto explica que a etapa de drenagem estaria adiantada em quase todas obras, porém a pavimentação segue estagnada, praticamente no mesmo nível de julho. “A diferença no andamento dessa parte é mínima”, lamenta. O engenheiro ressalta, no entanto, que todos os logradouros previstos para receber os trabalhos no Sul da Ilha estão licitados, por isso, acredita que será possível retomar o ritmo e entregar as obras dentro do novo prazo estabelecido. Das 32 obras previstas, o Sul da Ilha teve apenas duas ruas concluídas, a Servidão Olímpio Nelson Silveira, no Pântano do Sul, e a Maurina Vieira Cordeiro, na Armação. Estão com a pavimentação parada a Servidão Cardoso, no Rio Tavares, que está com 95% da pavimentação feita; a Servidão do Arco-Íris, na Tapera, com 90% dos trabalhos feitos; a Servidão Tupi, também na Tapera, com 40% da pavimentação realizada; a Rua Ipê Rosa (Carianos), com 40% das obras prontas; e a Servidão Maria Ana Bittencourt (Carianos), com 30%. A alta demanda de obras civis, que prejudica a Tapete Preto, na avaliação do engenheiro, seria causada pelas facilidades de financiamento oferecidas pela Caixa Econômica Federal (CEF) para o financiamento da casa própria, com muitos recursos a fundo perdido, pressionando o mercado. Ao todo, a segunda fase da Operação Tapete Preto tem previsão de colocar pavimentação e drenagem em 82 ruas da capital. O bairro Campeche, que tem previstas ao todo 10 ruas para receberem pavimentação e drenagem e seria o principal beneficiado nesta etapa, está com todas as obras paradas. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)