Angelo Poletto Mendes/Redação JC
A polêmica envolvendo a qualidade da água fornecida pela Casan para consumo na capital, após a detecção de teores de alumínio que estariam acima do permitido por lei em alguns bairros do município, gerou apreensão também entre os moradores do Sul da Ilha. O superintendente da Região Metropolitana da Grande Florianópolis da Casan, Carlos Alberto Coutinho, tranqüiliza a população da região e garante que a água fornecida para o Sul permanece dentro dos padrões de qualidade exigidos por portaria federal, do Ministério da Saúde. Conforme o dirigente, o problema detectado em alguns bairros da capital seria pontual, em decorrência de problemas técnicos na fonte que abastece essas áreas, localizada em Santo Amaro da Imperatriz. O Sul da Ilha, contudo, estaria imune ao problema, porque é abastecido integralmente por água oriunda da Lagoa do Peri. A Estação de Tratamento de Água (ETA) da Lagoa do Peri, de acordo com ele, responde pelo abastecimento da Região Leste e Sul da Ilha, compreendendo os bairros Ribeirão da Ilha, Tapera, Pântano do Sul, Armação, Campeche, Morro das Pedras, Rio Tavares, Lagoa da Conceição e Barra da Lagoa. A Casan possui também na região um conjunto de poços profundos, que podem ser acionados a qualquer momento para suprir eventuais necessidades. Coutinho ressalta, no entanto, que esse recurso não tem sido necessário, porque o manancial da Lagoa do Peri estaria atendendo integralmente às necessidades locais, inclusive com possibilidade de ampliação da captação. “Esse manancial tem uma capacidade de 200 litros por segundo e pode chegar a 400 litros numa segunda etapa; hoje, estamos apenas na primeira etapa e com folga”, detalha o dirigente. A água da Lagoa Peri, de acordo com Coutinho, é considerada de boa qualidade, mas nada excepcional, e exige todos os tratamentos químicos convencionais para potabilidade, que envolvem a correção de PH e aplicação de flúor e cloro. O sistema que atende as Costas Sul e Leste da Ilha, de acordo com a Casan, é composto por aproximadamente 18,5 mil ligações de água, atendendo uma população estimada em 70 mil habitantes. Muitas famílias da região ainda utilizam o recurso da ponteira para abastecimento de água de suas residências. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
