16 de outubro de 2008

Entidade social luta pela sobrevivência no Morro das Pedras

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

Uma das mais antigas entidades sociais em atividade no distrito do Campeche, a Associação de Pais e Amigos da Criança e do Adolescente (Apam), localizada no Morro das Pedras, enfrenta uma luta sem tréguas para sobreviver. Embora preste um serviço de alta relevância social há quase 20 anos, atendendo atualmente cerca de 100 crianças na faixa dos seis aos 14 anos, com atividades educativas, artísticas e suplementação alimentar, a entidade faz malabarismos para conseguir manter suas portas abertas à comunidade, lamenta o presidente Delson de Valois Santos. “Agora estamos fazendo uma campanha para conseguir mais apoio, através de contribuições descontadas nas contas de luz”, revela.
As 100 crianças atendidas pela APAM recebem no local reforço pedagógico, atividades de lazer, café da manhã (período matutino) almoço e lanche (período vespertino), oficinas de informática, música, dança e capoeira, passeios, ensino de cidadania e educação para o meio ambiente, incluindo horticultura orgânica. Para isso, a associação conta com uma gama de apoios: auxílio da Prefeitura da capital, a plantação orgânica é fornecida pelo Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), as aulas de capoeira são dadas pela escola Monreal e a diretoria e maioria dos responsáveis pelas oficinas são voluntários.
O custo mais preocupante atualmente é o da alimentação, devido a um corte orçamentário da Prefeitura, somado à inflação. “O quilo do feijão chegou a pular de R$ 1,90 para mais de R$ 5,00”, diz Valois. O dirigente reforça que todas as crianças atendidas são de famílias carentes, em situação de risco social. Muitas chegaram à entidade com família desestruturada e quadro de deterioração social e, atualmente, até fazem curso pré-vestibular. “Outros, que abandonaram a entidade, hoje estão em situação preocupante”. O telefone da APAM é 3237.9058. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)