Angelo Poletto Mendes/Redação JC
A votação das diretrizes e do macrozoneamento propostos pelas comunidades para a confecção do novo Plano Diretor Participativo da capital ficou mesmo para a próxima legislatura da Câmara de Vereadores da capital, que assume em janeiro. A situação que não é vista com bons olhos pelos líderes comunitários, que temem riscos à implementação das diretrizes defendidas pelas comunidades. “No período eleitoral, nenhum vereador iria querer ficar contra as propostas aprovadas pelo conjunto da população, mas quem está entrando agora poderá ser influenciado pelo poder econômico que bancou sua eleição e depois usar o restante do mandato para tentar limpar a barra”, projeta o delegado do núcleo distrital do Campeche, Ataíde da Silva.
A audiência pública municipal que iria colocar em votação a homologação dessas diretrizes definidas pela comunidade durante o processo de discussão do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, passo que precede o envio à Câmara, deve acontecer em meados de novembro. Por causa das eleições, o evento, que deveria acontecer ainda em setembro, teve que ser adiado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não permitiu a realização da audiência, sob alegação que poderia se caracterizar como crime eleitoral. O coordenador do Plano Diretor Participativo, Ivo Sostizzo, admite a possibilidade prognosticada por Silva como crível, porém entende que também poderá se dar justamente o contrário. “Uma nova legislatura poderá entrar com um novo ânimo de trabalhar pela melhoria da cidade”, argumenta o dirigente.
