3 de dezembro de 2008

Chuva deixa rastro de estragos em bairros da região

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

As chuvas intermitentes que vêm castigando a capital catarinense desde o início de outubro, e que se intensificaram na segunda quinzena de novembro, deixaram um rastro de destruição e prejuízos no Sul da Ilha. Além dos tradicionais alagamentos de ruas e servidões, que dificultam e até impedem o tráfego de veículos e pedestres, foram registrados casos de residências que ficaram totalmente invadidas pelas águas, deixando algumas famílias desabrigadas.
Até a Pequeno Príncipe foi tomada pela água e lama, que escorreu de uma rua transversal, dificultando o tráfego. Na servidão que abriga uma tradicional escola de inglês local, que desemboca na Pequeno Príncipe, a enxurrada provocou uma enorme cratera que impediu o tráfego local. A Rua José Elias Lopes, no Jardim Castanheiras, que enfrenta problemas crônicos de alagamento, voltou a ficar sob as águas. Outras ruas que ficaram totalmente alagadas, quase inviabilizando o tráfego de veículos, foram a Valdemiro José Vieira, Servidão Dona Benta, Tereza Lopes e Corujas do Sul.
O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, atribui os cíclicos alagamentos à falta de um projeto de macrodrenagem para a região. “Sempre tivemos uma absorção natural das águas, mas a questão da drenagem está mudando; a impermeabilização da superfície contribui para dificultar o escoamento dos pontos alagados; por isso que defendemos a pavimentação com lajotas, ao invés de asfalto”, argumentou o dirigente, em entrevista ao vivo na Rádio Campeche. “Temos aqui apenas duas saídas naturais para o mar; falta um trabalho de macrodrenagem para o bairro; pouco adianta fazer tubulações que levam a lugar nenhum”, criticou.