Depois de uma prolongada novela, que demandou nada menos do que dois anos apenas para a liberação da licença ambiental que permitiu o início de suas obras, no Sul da Ilha, a Subestação Desterro está em contagem regressiva para iniciar operações. As chuvas intermitentes que vêm castigando a capital desde o início de outubro, de acordo com a Eletrosul, provocaram um retardamento no andamento das obras conclusivas da edificação, inicialmente previstas para ficarem prontas em novembro. A expectativa, conforme a empresa, é que a unidade inicie operações em meados de dezembro. Até metade de novembro, a unidade de energia permanecia na chamada fase de comissionamento, que consiste em testes prévios de funcionamento do sistema e acabamentos de infra-estrutura. Pelos estudos atuais da empresa, somente com a entrada em operação da subestação, que terá capacidade de transformação de 150 megawatts, é possível atender toda a demanda de energia da capital catarinense pelos próximos oito ou nove anos. A demora na cessão de licença ambiental não foi por acaso. A construção da unidade envolveu a instalação de 31 torres de transmissão em meio à mata no Ribeirão da Ilha, implantadas com o auxílio de helicópteros. O projeto da subestação deverá integrar uma grande ampliação do sistema de abastecimento energético da Grande Florianópolis, que inclui ainda a construção da Subestação Biguaçu e ampliação da Subestação Palhoça. Fazem parte também as novas linhas de transmissão: Biguaçu-Palhoça (17 quilômetros de extensão) e Biguaçu-Ilha (57 quilômetros de extensão, quatro de cabos submarinos) e mais duas serão ampliadas. A previsão é aumentar a capacidade de abastecimento da região para 290 megawatts, o dobro da atual, que é de 140 megawatts. O investimento total é de R$ 172 milhões. A população a ser beneficiada soma mais de um milhão de pessoas. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
3 de dezembro de 2008
