Uma nova leva de condomínios e prédios multifamiliares em construção na orla da Praia do Campeche está gerando sentimentos contraditóros na comunidade local. Líderes comunitários e ambientalistas temem impactos para o ecossistema e estrutura urbana local, ao passo que dirigentes e corretores imobiliários estão animados com a disponibilização de produtos diferenciados no mercado da capital. Entre as obras, destaque para o condomínio Essence, da Construtora Rodobens, com previsão de reunir 250 apartamentos numa área de 54 mil metros quadrados, e o Dunas do Leste, da Formacco, ambas na Avenida Campeche. O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde da Silva, disse que a entidade pretende ingressar na Justiça requerendo relatório de impacto de vizinhança sobre as obras, porque estariam sendo executadas em área carente de infra-estrutura. “Serão pelo menos mais 700 a 1000 novos moradores, envolvendo em torno de 500 carros; além disso, logo atrás do terreno estão construindo, há uma reserva de água da Casan, com 11 ponteiras, que chegam a 40 metros de profundidade, e tudo isso será comprometido por essa obra”, assinalou. O diretor da Rodobens, Evaldo Luiz Klokner, garante que a empresa conta com relatório de impacto da vizinhança e todos os estudos de impacto ambiental necessários. “O projeto levou cinco anos para ser aprovado junto aos órgãos público, para que todos os estudos exigidos fossem feitos”, garante. O investimento na edificação soma R$ 100 milhões. O secretário José Carlos Rauen, da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (SUSP), garante que a obra conta com todas as autorizações do poder público. “Imagine se uma empresa do porte e renome da Rodobens faria um projeto desse porte sem os devidos alvarás e licenças, claro que não”, afirma o secretário. (Foto: Luis Prates/Divulgação/JC)
3 de dezembro de 2008
