Depois de ficarem paralisadas por quase um mês inteiro, em dezembro, por conta das fortes chuvas e alagamentos, além das férias coletivas dos funcionários da empreiteira Stemag, as obras de construção da rede de esgoto do Campeche foram retomadas na primeira quinzena de janeiro. Apesar da interrupção, o gerente de Projetos da Casan, Fábio Krieger, revela que já foram realizados 2,5 mil metros de rede coletora, quase 50% do total previsto, que é de seis mil metros. “Só não estamos trabalhando na Avenida Pequeno Princípe e na Rua do Gramal ainda, para não atrapalhar o movimento durante a temporada de verão”, assinala o dirigente. Os trabalhos de terraplanagem da futura estação de saneamento do bairro, que vai tratar todo o esgoto coletado, no entanto, ainda não foram iniciados. “Já fizemos um acesso provisório, mas o definitivo ainda está em fase de projeto”, informa Krieger. De acordo com o dirigente, a Casan continua aguardando o licenciamento ambiental junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) para o abate de árvores e supressão de vegetação baixa no terreno previsto para sediar a estação de tratamento. Mesmo assim, Krieger a expectiva de cumprir o prazo original estipulado para conclusão dos trabalhos, que deve ainda levar cerca de dois anos. O ex-presidente da Amocam e engenheiro-sanitarista Adir Vigânigo, ligado ao Ministério das Cidades, acha que não haverá dificuldades na concessão da licença para a estação de saneamento no bairro. “O Rio Tavares, que vai receber os despejos da rede, é rio de ‘classe 2’, conforme a classificação de águas da Fatma e do Conama, que pode receber esgoto tratado”, observa. A projeção da Casan é de concluir a rede coletora do Campeche até o final deste ano. Quando a rede coletora e a estação estiverem operando, o sistema deverá atender mais de 25 mil habitantes, através de 2.839 ligações de esgoto. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de janeiro de 2009
