Depois de deixar escapar novamente o título na final do campeonato de futebol amador da capital, no ano passado, que acabou ficando outra vez nas mãos do “colecionador de títulos” Canto do Rio, do Ribeirão da Ilha, o Bangu, do Rio Tavares, luta para afastar a síndrome de vice que o cerca. Apesar da decepção, o clube promete sacudir a poeira e dar a voltar por cima, buscando formar novamente um time competitivo para a disputa dos campeonatos deste ano. Fundada em 30 de dezembro de 1965, a Associação Recreativa Cultural e Esportiva Bangu é uma das equipes de futebol amador mais tradicionais da capital. Depois de fazer um ótimo campeonato, o time do Rio Tavares deixou escapar o título, na segunda quinzena de dezembro, perdendo por 4×1 para o Canto do Rio. Na avaliação do presidente do clube, Hise Carlos Antunes, o “Carlinhos”, a derrota ocorreu por terem sido cometidos os mesmos erros da final anterior disputada pelo Bangu. “Vacilamos na montagem do time e nos últimos 20 minutos perdemos duas boas chances de gol”, analisa. Para 2009, a proposta é buscar reforços, enquanto alguns jogadores talvez deixem o clube. “Estamos conversando, mas não há nada definido”, assinala. Se manter competindo, mesmo com dificuldades, faz parte da rotina do Bangu. O presidente explica que muitas vezes tem que tirar dinheiro do próprio bolso para garantir a participação nos jogos, pois não recebe apoio de entidades públicas e mesmo privadas. Segundo ele, somente de dois anos para cá a Prefeitura passou a custear as arbitragens. Todos os 25 atletas atualmente inscritos no club, são moradores da vizinhança. Na formação atual, há desde jovens na faixa dos 18 anos, até veteranos perto dos 50 e até um ex-profissional, Gilmar Serafim, que foi jogador do Figueirense. “Todos têm seus empregos e lutam para arrumar tempo para participar dos treinos, deixam a família para se envolver com o futebol, porque gostam do esporte”, argumenta odirigente. “O nosso enfoque é no trabalho em conjunto, não há estrelas nem encrenqueiros”, reforça. Além dos jogadores, mais 16 pessoas participam do clube de forma voluntária, cuidando da parte administrativa, técnica e financeira. O campo do time fica num terreno nos fundos do Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares. Além de participar do campeonato, o Bangu conta com uma escolinha de futebol com cerca de 40 inscritos, entre crianças e adolescentes, todos da própria localidade. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de janeiro de 2009
