28 de janeiro de 2009

Comunidade vence queda-de-braço e consegue manter escola no bairro

Numa situação pouco usual, a comunidade do Campeche conseguiu vencer a queda-de-braço com a Prefeitura e impedir a transformação da tradicional Escola Januária Teixeira da Rocha em creche, como pleiteava o governo municipal. Depois de promoverem manifestação contrária à proposta, pais de alunos, professores e lideranças comunitárias conseguiram uma audiência na Câmara de Vereadores para discutir o assunto. Durante o evento, em dezembro, foram comunicados da desistência da Prefeitura de encampar a escola. Segundo a ex-presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam) e integrante Associação de Pais e Professores da escola, Maria Lúcia das Chagas, o governo estadual não enviou representante à audiência. Apenas um representante do governo municipal compareceu. “Apenas formos informados que a secretaria havia desistido da proposta de municipalização”, relata. Maria Lúcia pondera que, apesar de haver demanda por creches na região, não há como abrir mão da escola, que conta com 110 alunos de ensino fundamental, na faixa etária entre os seis e 10 anos. “Nós temos direito, não podemos fazer as crianças pegar ônibus para ir a escolas com alunos mais velhos, temos direito por lei”, reforça. O secretário estadual de Educação, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, admite que a secretaria tinha planos de municipalizar a escola, devido à grande demanda por creches na região, mas garante que a proposta foi abandonada devido à reação negativa dos moradores. “Eles preferem como está, com uma escola funcionando de forma precária”, alfinetou o secretário. Para ele, havia possibilidade da demanda de alunos ser absorvida por escolas próximas. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)