O esvaziamento do IPUF, com a absorção de sua estrutura por uma nova secretaria de governo, e o afastamento do ex-presidente Ildo Rosa, que vinha atuando como comandante-em-chefe da elaboração do novo plano diretor da capital não devem comprometer por si só o andamento dos trabalhos do Plano Diretor Participativo. Essa pelo menos é a opinião do delegado-titular do distrito do Pântano do Sul no Núcleo Gestor, Gert Schinke. “Acho que vai depender da área de planejamento dessa nova estrutura; se essa reforma ajudar no planejamento, independente se existir ou não a figura do IPUF, não vejo problemas”, assinalou. “Para a cidade, seria mais importante que houvesse uma área de planejamento eficiente, independente de onde se aloje”, complementou. Schinke salienta que há muito tempo vem se falando que o IPUF deveria ser reestruturado para atuar no planejamento. “O IPUF como está hoje é um órgão sucateado, desqualificado para suas atribuições”, afirma. O dirigente também é mordaz quanto à atuação do ex-presidente Ildo Rosa. “Acho que não fez um bom trabalho, deixou muito a desejar”, disse Schinke. O delegado do Pântano do Sul informa, por outro lado, que o andamento dos trabalhos do plano diretor participativo está estagnado desde o último trimestre do ano passado. A pedra de toque para a interrupção, de acordo com ele, teria sido a iniciativa de 12 representantes de distritos e movimentos sociais que integram o Núcleo Gestor de reivindicar mudanças no processo de discussão. Na segunda quinzena de dezembro, o grupo entregou à Câmara da capital “Carta Aberta à População em Defesa do PDP”, documento que propõe uma série de medidas que, conforme tese do grupo, tornaria o processo mais ágil e democrático. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
28 de janeiro de 2009
