28 de janeiro de 2009

Maricultores investem para diversificar produção e miram exportação

Diversificação de produtos e aprimoramento intensivo dos processos produtivos, visando o mercado externo. Essas são as apostas da fazenda marinha Atlântico Sul, maior fazenda de moluscos do Brasil, cuja sede administrativa e operacional fica no Campeche e a fazenda de produção instalada no Ribeirão da Ilha, para driblar a crise e recuperar mercado. Para isso, a empresa está concluindo as obras de ampliação de seu centro de beneficiamento no Campeche, que passará a ter 170 metros quadrados de área, dotado de uma ampla cozinha industrial e câmara frigorífica. Segundo o biólogo Mauro César Campos de Almeida, um dos sete sócios da fazenda, as novas instalações vão propiciar a oferta ao mercado de produtos elaborados. “Antes trabalhávamos apenas com produtos vivos, in natura, e agora passaremos a oferecer produtos transformados, pratos prontos, como marisco marinado, ostras gratinadas e mexilhões em meia concha”, explica. “Serão produtos prontos para serem vendidos em gôndola de supermercado”, complementa. O novo centro ampliado deve abrir 10 novas vagas na empresa. Paralelamente, a empresa planeja iniciar exportações até o final deste ano. Para isso, conta com a implementação efetiva pelo governo de um amplo plano nacional de monitoramento da sanidade dos moluscos, que deve acontecer a partir de março. “No prazo de um a dois anos, esperamos chegar aos principais mercados mundiais; antes disso, porém, já devemos atingir mercados menos exigentes, como China e Mercosul”. A Atlântico Sul produz 12 mil dúzias de ostras, cinco a seis toneladas de mexilhões e 1,5 mil quilos de berbigão por mês. Desse total, 90% é comercializado para fora do estado. (Foto: Divulgação/JC)