Angelo Poletto Mendes/Redação JC
O prefeito reeleito da capital, Dário Berger, encaminhou à Câmara de Vereadores no início de janeiro um amplo pacote de reforma administrativa para seu segundo mandato. Entre as medidas pretendidas estão a criação de uma supersecretaria, que vai absorver o IPUF, SUSP e Floram, a extinção, fusão e criação de novas secretarias, entre elas a Secretaria Regional do Sul da Ilha, que implicará na incorporação e conseqüente extinção das três intendências da região, além da criação de um fundo previdenciário do funcionalismo municipal e transferência da dívida ativa do município, entre outras medidas. O objetivo da reforma, de acordo com o prefeito, seria enxugar a máquina administrativa e gerar uma economia para os cofres públicos, inicialmente estimada em R$ 700 mil anuais. O prefeito alega que a reforma administrativa vai trazer transparência, eficiência, segurança jurídica e modernização dos serviços oferecidos à população. O pacotão, contudo, vem gerando polêmica na Câmara porque sua aprovação foi requerida em regime de urgência, com a convocação do Parlamento Municipal em regime extraordinário, tramitação considerada autoritária por alguns vereadores, lideranças políticas e segmentos comunitários e do funcionalismo municipal. No primeiro dia de discussão do projeto, no dia 13/01, houve bate-boca entre representantes dos funcionários públicos e vereadores, que por pouco não chegou às vias de fato. A eleição do líder do governo Deglaber Goulart para a relatoria de projeto de criação do Instituto Municipal de Previdência foi o estopim da crise. Apesar de ter confortável maioria na Câmara, o governo muncipal parece que não terá vida fácil para a aprovação do pacotaço. Três vereadores emergiram como representantes da resistência e oposição ao Executivo municipal, Jaime Tonello (DEM), João Amin (PP) e Dr.Ricardo (PCdoB), que ingressaram com uma série de recursos apontando irregularidades na tramitação dos projetos. O presidente da Câmara, Gean Loureiro (PMDB), mesmo partido do prefeito, alega que já existiriam precedentes na Casa para votação de projetos desse tipo em período extraordinário. Loureiro inclusive já anunciou datas, locais e horários das quatro primeiras audiências exigidas pela legislação para apreciação e votação dos projetos, que acontecem a partir do dia 29 de janeiro. (Foto: Divulgação/JC)
