O Conselho de Segurança (Conseg) da Planície do Campeche pretende reivindicar junto à Secretaria estadual da Segurança Pública e ao comando da Polícia Militar catarinense a instalação de câmeras de monitoramento em algumas das principais ruas do Campeche e região, especialmente naquelas que registram maior concentração de estabelecimentos comerciais. O objetivo é tentar estancar a onda de furtos e roubos ao comércio da região, que atingiu índices alarmantes durante a temporada deste ano, causando muitos prejuízos e intranqüilidade aos empreendedores locais.
O encaminhamento da reivindicação será discutida na primeira reunião do conselho local deste ano, que deve acontecer até o final de março, informou Clênio Bragagnolo, um dos coordenadores da entidade. O Conseg do Campeche já existe desde meados de 2003 e foi um dos principais articuladores da instalação da 3ª Companhia de Polìcia Militar no Campeche, que aconteceu em outubro de 2003. Foi o Conseg que mobilizou a comunidade local e financiou o aluguel do primeiro imóvel que abrigou a unidade militar, nas imediações da praia.
Bragagnolo acredita que será necessário novamente mobilizar comunidade e comerciantes para encontrar alternativas de combate à criminalidade. “Temos que encontrar saídas conjuntas, inclusive com a Polícia Militar”, argumentou. “Sabemos das limitações de efetivo que a PM tem, então temos que otimizar o uso de pessoal, e uma das alternativas seria a instalação de câmeras”, ponderou. Para ele, a onda de roubos e furtos aconteceu justamente no período em que a companhia da PM local estava mais fragilizada, com a fragmentação de pessoal entre atendimentos nas praias e o Carnaval.
Desde o início da temporada, dezenas de estabelecimentos foram arrombados e furtados no Campeche. Na última noite de Carnaval, ladrões fizeram um verdadeiro arrastão na região. Um dos atingidos foi o café e lan-house Riozinho.Net, na Avenida Campeche. “Eles estouraram a fechadura, arrancaram o alarme e levaram três monitores de LCD, um televisor LCD e aparelho de som; avisei a polícia, mas eles só chegaram duas horas depois”, comentou o proprietário Adriano Soares. (Texto: Angelo Poletto Mendes/Redação JC. Foto: Divulgação/JC)
24 de março de 2009
