O gerente de Projetos da Casan, Fábio Krieger, defende que a implantação do emissário submarino no Campeche seria a alternativa mais viável no momento para equacionar o problema do destino final dos efluentes de esgoto do Campeche e região, bem como de bairros vizinhos. Conforme o dirigente, a implantação de emissário na Baía Sul já teria sido descartada, porque os órgãos ambientais sinalizaram com a rejeição à proposta. Quanto ao reaproveitamento da água resultante do tratamento, o dirigente alega que não é viável porque haveria um descompasso entre o volume tratado e aquele que poderia ser efetivamente reaproveitado. Além disso, pontua o dirigente, o reaproveitamento da água tratada seria também quase inviável do ponto de vista econômico. Outra alternativa levantada, de acordo com ele, o lançamento no Rio Tavares enfrenta resistência, por conta da carga residual de produtos químicos que permanece no efluente tratado. “O tratamento não remove o nitrogênio e fósforo e, por causa disso, o pessoal do Rio Tavares teme que possa prejudicar o mangue”, comenta. Essa, contudo, reconhece ele, seria a alternativa mais prática e de maior viabilidade do ponto de vista econômico. O gerente da Casan alega que, caso não se defina logo o destino final a ser dado para os efluentes do sistema de esgoto da região, os recursos para a obra podem ser perdidos. “Se não resolvermos logo essa questão, esses recursos poderão ir acabar no Nordeste ou outra região”, argumenta. O dirigente informa, por outro lado, que prosseguem normalmente as obras de instalação da rede de esgoto no Campeche e região. Na segunda quinzena de maio, conforme ele, inicia a etapa de instalação de tubulações na Avenida Pequeno Príncipe. Em relação à estação de saneamento no Rio Tavares, estaria em fase de conclusão do acesso ao local para iniciar da terraplanagem do terreno. A Casan possui atualmente três redes de esgoto em andamento no Sul da Ilha: no Campeche, Ribeirão e Tapera.
7 de maio de 2009
