Dificuldades na viabilização de acordos com proprietários de imóveis às margens da rodovia SC-405, no Rio Tavares, estão retardando o início de construção da terceira pista no local, obra já contratada pelo governo estadual e prometida para ficar pronta até outubro deste ano. Apesar disso, o presidente do Deinfra, Romualdo de França, nega que a obra esteja parada. “Já fizemos todo o levantamento dos imóveis a serem desapropriados, já temos todo o planejamento técnico pronto, só que agora estamos na fase de negociação”, pondera. “Infelizmente não está havendo uma compreensão da abrangência do trabalho e da importância que a obra terá para o Sul da Ilha”, assinala. Conforme o dirigente, poucos proprietários estariam se enquadrando no esquema das indenizações. Por isso, informa ele, a partir de maio a Prefeitura deve se integrar ao processo, para intermediar as negociações. França garante que tão logo sejam equacionadas as desapropriações, as máquinas entram na pista para execução do serviço. Contudo, ressalta que, enquanto não houver uma solução para o problema, nada deve ser executado na área. “Não adianta botar máquinas na pista para fazer 600 metros aqui, 300 acolá e mais 50 ali na frente”, exemplifica. A obra terá no total, 2,3 quilômetros de extensão, entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o Rio Tavares, inclusive com o alargamento desta. O secretário regional da Grande Florianópolis, Valter Gallina, que esteve recentemente em reunião no Campeche com proprietários de imóveis na rodovia, para explicar detalhes do projeto, acredita numa solução amigável. “Acho pessoalmente que teremos um desfecho favorável, sem a necessidade de intervenção da Justiça”, diz. Caso o problema seja remetido para a Justiça, dificilmente uma sentença final sairá antes de dois meses. Gallina informa que a terceira pista será praticamente toda executada sobre o lado esquerdo da rodovia, no sentido centro-bairro, exceto em dois pontos. O dirigente acredita, inclusive, que é possível se iniciar a obra sem o desfecho integral das desapropriações, com a execução de trechos específicos e intervalados nas áreas já resolutas. Diante do atual quadro, o secretário faz um releitura das perspectivas de conclusão dos trabalhos, inicialmente previstos para entrega em outubro. “Acredito que esta obra deve ficar pronta em meados de dezembro”, assinala. A obra vai custar R$ 4,6 milhões, custeados pelo governo estadual. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC).
7 de maio de 2009
