25 de junho de 2009

Casan alega que não existe plano B para despejo de efluente

O emissário submarino de esgoto que a Casan pretende implantar no Campeche não seria esse ‘monstro’ que está sendo pintado pela comunidade, na avaliação do gerente de Projetos da empresa, Fábio Krieger. O dirigente diz que não existe motivo para tamanha comoção e rejeição ao projeto. “Tem se falado muito bobagem na imprensa sobre o que é um emissário, tem muita gente dando palpite sem base científica”, argumenta. Segundo ele, a instalação do emissário é precedida de amplo rito científico, abrangendo técnicas e princípios biológicos enquadrados em normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente. O dirigente informa que a Casan espera para o início de julho a chegada do estudo de impacto ambiental da obra, que está sendo concluído pela Univali, para dar continuidade ao projeto. A etapa seguinte seria encaminhar o estudo à Fatma para solicitação da licença ambiental. A concessão da licença, por sua vez, obedece um rito que inclui audiências públicas. Krieger antecipa que não existe ‘plano B’ para o destino do efluente no Campeche. “Não existe alternativa, não tem como fazer o reaproveitamento porque se trata de uma quantidade imensa de água”. Isso significa que, se for inviabilizado o projeto de emissário, a rede de esgoto do bairro pode virar apenas um monte de canos enterrados. A Casan informou, por outro lado, que teria chegado a um acordo com uma comissão de moradores do Rio Tavares acerca da obra da estação de saneamento na região. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)