As obras de construção da terceira pista na rodovia SC-405 tiveram início no final de maio, mesmo sem o desfecho final para a questão das desapropriações. O resultado foi que após os primeiros movimentos das máquinas, nas imediações da ponte sobre o Rio Tavares, a obra teve que ser interrompida por conta de uma manifestação no local, que reuniu quase uma centena de pessoas. “Resolveram colocar a carroça antes dos bois”, sintetizou o presidente do Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, Vanderlei Farias. O dirigente ressalta que os moradores locais, mesmo os atingidos pelas desapropriações, não são contrários às obras, mas exigem clareza na tramitação do processo. “Ninguém é contra a obra, que no médio prazo deve favorecer a própria economia local, mas queremos que fique combinado o trâmite das indenizações para não prejudicar ninguém”, ponderou. Conforme ele, após o protesto houve uma aproximação entre as partes e a situação se encaminharia para um desfecho amigável. O presidente do Deinfra, Romualdo de França, afirma que o impasse envolveria a forma como serão feitas as indenizações. “Como a maioria ali é posseiro, existe um temor de que não recebam, mas todas as posses serão respeitadas”, afirmou. Segundo o dirigente, foi formada uma comissão para tratar especificamente desta questão. “Nossa intenção é provocar o mínimo impacto social, a idéia é não deixar ninguém sem condições de moradia”, assinalou. O superintendente regional do Deinfra, Cléo Quaresma, informa que a obra, com extensão de 2,4 quilômetros, terá impacto sobre cerca de 70 imóveis. Apesar do imbróglio, de acordo com ele, a expectativa é de que a terceira pista esteja concluída até o final de novembro, ainda antes da próxima temporada. A nova faixa terá largura de 3,5 metros, elevando o total da pista de rolamento para 10,5 metros, acrescida de outros três metros de acostamento. Até meados de junho, menos de 5% da obra tinha sido executada. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
25 de junho de 2009
