Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) e divulgada no início de junho, apontou altas concentrações de alumínio na água consumida por parte dos moradores do Campeche e região, oriundas de ponteiras. A descoberta, de acordo com o instituto, teria ocorrido através de levantamento coordenado pelas professoras Maria Angélica Marin e Valéria Silva, ambas do Campus Florianópolis da instituição. O alumínio, ingerido em grande quantidade ao longo dos anos, segundo relatos científicos, pode desencadear problemas neurológicos como o mal de Alzheimer. A pesquisa esclarece que a água constatada com altos teores de alumínio seria aquela captada por meio do sistema de poços artesianos, popularmente conhecidos como ponteiras. “Foi durante uma coleta de água, que seria usada para diversas análises, que notamos um nível de acidez muito alto nas amostras. Por isso, desconfiamos que poderia haver contaminação por alumínio”, explicou a professora Maria Angélica. Para investigar o caso, o instituto envolveu uma equipe de professores e estudantes. Durante seis meses, foram coletadas quinzenalmente amostras de água de cerca de 30 residências em diversos pontos da região que utilizam ponteiras. Foi constatado que, na maioria dos domicílios analisados, a água possuía concentração de alumínio acima do permitido pelo Ministério da Saúde.. “O alumínio encontrado na água do Campeche não é uma poluição causada pelo homem. A concentração acima do permitido detectada na água é devido às rochas que se localizam abaixo desses poços”, afirma Angélica. A dispersão dos resíduos de fossas sépticas, contudo, também pode contribuir para o problema. Para ela, a solução para está no consumo de água tratada. “Muitos acham que a água de ponteira é melhor para o consumo por não possuir produtos químicos, mas na maioria das vezes não sabem a qualidade real da água”, pondera.
25 de junho de 2009
