Quase cinco meses depois de anunciar que a obra de construção de um viaduto sobre o Trevo da Seta, no Sul da Ilha, seria uma de suas prioridades no segundo mandato, o prefeito da capital, Dário Berger, assinou finalmente, no final de maio, o edital de licitação para contratação da obra. Tida pelo governo municipal como a solução para o drama dos congestionamentos que atormentam a vida dos moradores do Sul da Ilha, a obra deve ficar pronta em meados de 2010, conforme projeções iniciais do governo municipal. O projeto prevê quatro pistas, duas em direção ao Sul da Ilha e outras duas no sentido inverso. Conforme Berger, a obra do viaduto está orçada em mais de R$ 12 milhões. “Além desse valor, outros R$ 3 milhões serão destinados para desapropriações”, assinalou. A obra, que seria executada pelo governo estadual, passou para a competência do município, embora o financiamento permaneça sob responsabilidade dos cofres estaduais. Em condições normais, o processo de licitação para obras dessa envergadura deve demandar pelo menos 60 dias, o que indica que as obras efetivas não começam antes de meados de agosto. Apesar do otimismo da Prefeitura quanto à eficácia da obra, o projeto é polêmico. Muitos entendem que a obra terá pouca funcionalidade e será uma solução apenas paliativa para o problema do tráfego na região. O vereador João Aurélio Valente (à direita, na foto), residente no Ribeirão da Ilha, vê desperdício de dinheiro público. “O que tem que ser feito é terminar o projeto original da Via Expressa Sul, com a sobreposição do mangue por um elevado e uma ligação de retorno do aeroporto direto ao Rio Tavares”, opinou. “Ao invés de gastar esse volume de dinheiro numa obra que logo ficará obsoleta, o governo deveria injetar recursos para a resolução final do problema”, acrescentou. (Foto: Divulgação/JC)
25 de junho de 2009
