Os alagamentos cíclicos que atingem o Campeche e região podem estar com os dias contados. Essa pelo menos é a expectativa do governo municipal, a partir do recente lançamento pelo governo federal do denominado PAC Drenagem, uma segmentação do Programa de Aceleração do Crescimento direcionado exclusivamente para obras de drenagem. O programa contempla R$ 525,5 milhões para obras de drenagem em 24 cidades do estado. Florianópolis a princípio não está incluída na lista das cidades beneficiadas. O engenheiro da Secretaria de Obras da capital, Antônio Simões, acredita que a solução definitiva para o problema dos alagamentos na região se dará somente após a implantação de um amplo projeto de macrodrenagem, porque o lençol freático é muito aflorado à superfície no Campeche e região. Sem um sistema interligado, a drenagem das obras da Tapete Preto é centrada em valas de infiltração e caixas de drenagem para escoar a água da chuva. Enquanto sonha com recursos federais para implantação da macrodrenagem, Simões garante que a Prefeitura segue promovendo pavimentações de ruas e, posteriormente, intervindo com obras pontuais naquelas que sofrem com os alagamentos. “A rigor, Campeche, Rio Tavares e Morro das Pedras nunca tiveram drenagem ou esgoto; acontece que o município tem uma gestão de quatro anos e não podemos ficar esperando por soluções para problemas antigos para tocar as obras’. O engenheiro admite que o ideal seria a implantação da macrodrenagem após a conclusão da rede de esgoto e a ligação das casas à rede, para impedir ligações irregulares de esgoto na rede pluvial. “Essa seria a solução ideal, mas também não poderemos ficar esperando pela conclusão da rede de esgoto”, observou. “Nossa estratégia é sempre sair na frente”, assinalou. (Foto: Luís Prates/Divulgação/Arquivo/JC)
25 de junho de 2009
