Dono de uma fábrica de artefatos de cimento no Rio Tavares, Dilson Pirolla fez aniversário no dia 21 de abril, tradicional feriado de Tiradentes. Nesse dia, para festejar a data, convidou uma pá de amigos para se reunir em sua casa, saborear uns quitutes e bebericar umas e outras. Só que para seu desgosto, pouco conseguiram chegar à residência, que fica na prosaica Travessa Panorâmica Carlos Silva, transversal à Lomba do Sabão, no Campeche. O motivo: a rua está com o solo remexido depois que uma empreiteira instalou tubulações de esgoto, e os veículos estão atolando no local.Alguns amigos preferiram dar meia-volta e desistiram da confraternização.
Dono de imóvel no local há mais de 20 anos, Pirolla garante que a rua nunca esteve em condições tão precárias. “Aqui sempre teve tráfego fácil, mas desde que fizeram essa obra, a rua nunca mais foi a mesma”. A travessa, que abriga em torno de 10 casas, nem coleta de lixo estaria recebendo, por causa da dificuldade de circulação de veículos. O problema teria sido a escavação do solo local ao longo de toda rua, que dizimou a brita corrida existente, e o fechamento do buraco sem a compactação adequada. Pirolla revela que já recorreu à intendência e à empreiteira Stemag, executora das obras de esgoto na região, mas até agora não foi feliz.
“Estou me tornando até chato, mas quase todos dias vou lá atrás do engenheiro Carlos (da Stemag), ali perto do Baiá, reclamar providências; só que já se passaram mais de três meses e nada”, conta. O novo engenheiro responsável da Stemag, Fernando Soterroni, que substitui Carlos, informou que já esteve no local avaliando a situação. “É uma região de baixada, de difícil drenagem, mas estamos damos os encaminhamentos para equacionar o problema do grupo de ruas da área”, afirmou. Além da travessa, a Lomba do Sabão e outras duas ruas locais seriam contempladas. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)
3 de agosto de 2009
