Governo e Prefeitura da capital promoveram solenidade no Trevo da Seta, na manhã do dia 10 de setembro, para anunciar a assinatura da ordem de serviço que dá a largada para as obras do denominado Elevado da Seta, no Sul da Ilha. A obra é apontada pelos dirigentes governistas como a possível redenção para o drama dos congestionamentos que atormentam a vida dos moradores e daqueles que transitam pela região. A edificação está orçada em R$ 16 milhões, entre obras civis e desapropriações, e tem prazo de 18 meses para ficar pronta. A execução ficará a cargo da empreiteira Sul Catarinense. Do montante, R$ 12 milhões serão bancados pelo governo estadual e os restantes R$ 4 milhões devem vir da Prefeitura. “É uma construção de extrema importância, que vai melhorar o trânsito da capital e muito esperada pela população”, afirmou o governador Luiz Henrique da Silveira. O prefeito Dário Berger, por sua vez, disse que pretende se empenhar para que a obra fique pronta no prazo de 12 meses, até setembro do próximo ano. “Essa obra é a concretização de um sonho para as comunidades do Sul da Ilha, que somam mais de 62 mil pessoas e que diariamente enfrentam intermináveis filas”, declarou. O elevado que, segundo alguns engenheiros, seria na verdade um viaduto, terá 12 metros de altura e 145 metros de extensão, segmentado em quatro pistas, duas no sentido Sul e duas no sentido Centro. Otimista, Berger acredita que a obra resolverá o nó viário da região pelos próximos 20 anos. O elevado ou viaduto, contudo, possui uma legião de opositores, que o classificam de paliativo e até inócuo para resolver o problema do trânsito regional. “Acho que é uma obra paliativa, que não resolve o problema; vai apenas transferir as filas de lugar, vai atravancar lá na frente, o Trevo do Rio Tavares vai virar o caos”, disparou o vereador João Aurélio Valente (PP), ferrenho opositor do atual governo. Para o vereador, a solução definitiva para o problema do trânsito na região seria a conclusão do projeto original da Via Expressa Sul concebido há 10 anos, que além de um elevado, prevê retorno para os bairros através do Aeroporto. “Periga até, futuramente, quando se conseguir viabilizar a conclusão da Expressa Sul, que essa obra vire um elefante branco, tenha até que ser demolida”, assinalou. (Foto: Sabryna Sartott/Divulgação/JC)
25 de setembro de 2009
