25 de setembro de 2009

Desapropriação é obstáculo para obra

Apesar da disposição da Prefeitura, as obras de construção do elevado no Trevo da Seta enfrentam um duro obstáculo para sua consecução. A área prevista para instalação da edificação vai exigir a desapropriação de mais de duas dezenas de imóveis, alguns bastante antigos, cujos moradores resistem em abandonar. Um dos casos mais emblemáticos é o do chaveiro Luiz Carlos Félix, nascido e residente na área há 55 anos, onde também mantém um ponto de chaveiro, que funciona há 19 anos. “Esse negócio tá uma esculhambação; teve uma reunião na sede do conselho, o secretário de Obras falou que vai começar, que um por um será chamado; eu já fui lá e não aceitei o que eles tão oferecendo”, comentou Félix. Levantamento feito por imobiliárias, conforme o chaveiro, aponta que seu imóvel vale mais de R$ 900 mil. “O problema é que eles estão oferecendo menos da metade do que vale; se pagassem pelo menos 70% do valor, eu aceitava”, assinalou. “Com o que vou receber, talvez eu até possa comprar uma casa parecida pra morar, mas e o meu ponto comercial como é que fica? São 19 anos trabalhando aqui, registrado, todo mundo me conhece”, pondera Félix, acrescentando ainda que “ninguém tá aceitando o que eles estão oferecendo”. Nos casos em que houver acordo para desapropriação, o proprietário tem ainda prazo de 90 dias para deixar o imóvel após o recebimento dos valores. Nos casos de impasse, caberá a Justiça arbitrar valor e determinar a desocupação. (Foto: Luís Prates/Divulgação/JC)