Angelo Poletto Mendes/Redação JC
A mais recente intervenção da Prefeitura no âmbito da ‘revolução dos cones’ em curso na capital, que mira tentar evitar o iminente colapso do sistema viário municipal, através do bloqueio e fechamento de ruas, desvios e outras milongas, não agradou parte dos moradores do Sul da Ilha, pelo menos daqueles que não são usuários do transporte coletivo. O fechamento da Avenida Paulo Fontes, no coração da capital catarinense, é alvo de inúmeras reclamações de moradores da região, porque complicou o retorno ao Sul para quem vem do terminal Rita Maria.
O representante comercial Salvador Rodrigues Nascimento, morador do Rio Tavares, ficou inconformado com o bloqueio da avenida. Isso porque quem vem do terminal rodoviário agora, ao invés de seguir pela Paulo Fontes em direção à Prainha para acessar o túnel, precisa fazer o retorno no centro. “Agora vou precisar fazer um tour na área central, pelas avenidas Rio Branco e Mauro Ramos, até chegar à Prainha; quem pagará o meu custo por tudo isto?”, desabafa.
Outros moradores da região ironizam a iniciativa. “Quem deve ter ficado feliz são os taxistas da rodoviária, já que qualquer corrida para o Sul da Ilha agora terá o triplo da distância”, escreveu Christiano Westphal, em carta a um jornal local. Defensor da tese de fechamento da Paulo Fontes para priorizar os pedestres desde as eleições, o vereador João Aurélio Valente, morador do Ribeirão, admite que a iniciativa precisa de alguns ajustes. “Vou cobrar do João Batista (vice-prefeito) algumas correções”, prometeu. (Foto: Mauro Isaque Vaz/Divulgação/JC)
