16 de dezembro de 2009

Casan contesta impacto na qualidade das águas da Baía Sul

O gerente de Projetos da Casan, Evandro Martins, garante que o lançamento de efluentes de esgoto da estação do Rio Tavares no leito do rio de mesmo nome, aprovado pelo Conselho Municipal de Saneamento, se dará em caráter temporário, até a conclusão do emissário submarino projetado para o Campeche. Segundo ele, o início efetivo do despejo de efluente no rio só deve acontecer no final de 2010, após a conclusão da obras da estação do Rio Tavares, com objetivo de viabilizar a operação imediata da unidade. O emissário do Campeche, por sua vez, prevê o dirigente, só deve iniciar operações no final de 2011 ou início de 2012, porque será precedido de uma ampla maratona de licenciamentos ambientais e audiências públicas. Com isso, o rio receberia esse efluente por pouco mais de um ano. “A obra do emissário envolve um longo estudo, tem um tempo protocolar”, observou, descartando contudo qualquer recuo na execução da obra, perpetuando o lançamento do efluente no Rio Tavares. Martins calcula que até meados de 2010 deve ficar pronto o Estudo de Impacto Ambiental da obra, em elaboração pela Univali. O dirigente contesta também o possível impacto ambiental do despejo do efluente no Rio Tavares. Segundo ele, o rio e a baía já receberiam atualmente cerca de 155 toneladas de resíduo orgânico por ano, oriundas das comunidades do entorno da área e da Baía Sul, sem considerar parte do Campeche e Rio Tavares. Com a implantação da rede de esgoto e eliminação de parte deste contingente de rejeito bruto, calcula ele, o volume de resíduo orgânico despejado no rio, a partir da estação, cairia para no máximo 55 toneladas por ano. (Foto: Divulgação/JC)