Enquanto nesta época milhares de veranistas migram para o Campeche e Sul da Ilha, em busca de sol e mar, uma dupla de ‘campecheanos’ começa a contagem regressiva para fazer justamente o contrário. Paulo Pennaforte Vieira, agrônomo, de 27 anos, e Eduardo Daniel da Rocha, 29 anos, administrador, pretendem desbravar o litoral do extremo sul brasileiro e uruguaio a bordo de bicicleta, percorrendo nada menos do que 1.132 quilômetros entre Osório, no Rio Grande do Sul, e Colônia de Sacramento, no Uruguai. A aventura, misto de maratona esportiva e roteiro cultural, deveria começar no final de dezembro. Contudo, em função de problemas familiares de um dos participantes, foi adiada agora para meados de janeiro. Embora o projeto da aventura seja minucioso, todo elencado no papel, a idéia surgiu há pouco mais de quatro meses. “Somos amigos há mais de 10 anos, e ambos temos interesse pela cultura açoriana, então tivemos a idéia de fazer essa aventura”, explica Paulo. Denominada ‘Expedição Litoral Lagunar’, mira detectar aspectos da cultura açoriana, predominante nessa região, a exemplo de Florianópolis. “Queremos conhecer aspectos e características culturais de cada local”, comenta. Na volta, revela ele, a intenção é fazer um relatório das observações e possivelmente até um documentário sobre o evento. Para isso, a dupla vai equipada com filmadora e tem apoio parcial de uma empresa de esportes e saúde, que bancou parte do custo da expedição. O extenso trajeto, em pleno verão, não assusta. “Tenho o hábito de pedalar, uso muito a bicicleta e pratico surfe”, comentou. O agrônomo calcula que a aventura deva levar em torno de 20 a 25 dias para ser cumprida. A saída será a partir de Osório, por uma decisão técnica. O objetivo é evitar os perigos que envolvem o alto fluxo de caminhões na BR-101. O retorno, do Uruguai, será a bordo de ônibus, com as ‘magrelas’ voltando no bagageiro do busão. “Já fiz contato com a empresa e está tudo acertado”, diz. A bagagem dos aventureiros é mínima, incluindo algumas peças de roupa e kit básico de reparos para as bikes. A alimentação e a hospedagem serão no formato convencional, em restaurantes e hotéis locais, embora uma barraca siga na bagagem para eventualidades. Além do caráter cultural, destaca Paulo, a aventura também visa desmistificar a preparação que envolve uma expedição deste tipo. “Se for feito um bom planejamento, não precisa ser atleta ou desportista para fazer uma aventura dessas”, garante. (Foto: Divulgação/JC)
16 de dezembro de 2009
