16 de dezembro de 2009

Mosal, novo movimento contra lançamento de esgoto na praia

Uma performance de protesto contra o projeto do emissário submarino de esgoto no Campeche, promovida no dia seis de dezembro, na praia do Campeche, marcou o início de atividades do Mosal (Movimento de Saneamento Alternativo), entidade supra-comunitária focada na rediscussão do modelo de saneamento em implantação na capital. Denominada “Destrua-Ação do Emissário”, a performance consistiu numa série de atividades cênicas, culminando com a exibição de um ‘emissário’estilizado, sugerindo o impacto ambiental do equipamento projetado pela Casan para o balneário. Nascido no Sul da Ilha, o Mosal foi concebido por entidades comunitárias e ambientais que miram essencialmente o combate ao emissário. Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, estão incorporados ao movimento entidades do Campeche, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha, Naufragados, pescadores e surfistas, entre outras. O movimento teria apoio também de entidades dos Ingleses, bairro que está ameaçado de abrigar equipamento similar. Depois de duas oficinas de debate de modelos alternativos de saneamento, no Campeche e recentemente em Ingleses, o movimento estaria compilando documentação para encaminhar ao Ministério Público, Casan, governo e prefeitura, sugerindo a rediscussão do modelo de esgoto para a capital. Silva salienta que a entidade está atenta também ao desdobramento da questão nos Ingleses, onde o estudo de impacto ambiental do emissário já está aberto à discussão da sociedade. O dirigente reitera que o movimento defende a implantação de um modelo de esgoto baseado em pequenas estações, com infiltração do efluente. “Não adianta a Casan vir querer dizer que isso não é viável, que é caro e que nenhum morador vai aceitar uma estação ao lado da sua casa; a pequena estação é fechada, não tem cheiro, há tratamento do biogás”, argumentou. Para Silva, o emissário é um ‘cheque em branco’ para a Casan despejar futuramente o esgoto in natura de toda Grande Florianópolis no Campeche. ‘Eles querem é uma solução barata”, disparou. (Foto: William Casagrande/Divulgação/JC)