A novela envolvendo a prometida nova escola jovem do Sul da Ilha, voltada ao ensino médio, que começou há quase seis anos, praticamente no início do primeiro mandato do atual governador catarinense, ganhou novos capítulos recentemente. Apesar de mais de meia década decorrida, o protagonista da notícia permanece o mesmo, o secretário regional da Grande Florianópolis, Valter José Gallina. Ele anunciou recentemente que teria sido expedido aviso de licitação para contratação da obra, o estágio que antecede a efetiva concorrência. A novidade, contudo, não empolgou dirigentes comunitários mais calejados. O presidente do Conselho Comunitário do Rio Tavares, Adair Corrêa de Araújo, acha que a súbita retomada do projeto, que permanece esquecido há tantos anos, pode não passar de jogo político. “A cada novo ano eleitoral eles vêm aqui e prometem esta obra, agora quando vai sair realmente ninguém sabe”, sintetiza o dirigente. O único passo concreto no sentido da obra até agora, a rigor, foi a compra do terreno contíguo ao Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, negócio concretizado já há alguns anos. Em fevereiro de 2004, conforme matéria publicada no então jornal Notícias do Campeche (atual JC), a escola estava orçada em R$ 2,5 milhões, para a construção de um complexo para 2,2 mil alunos. O empreendimento deveria contemplar também ginásio de esportes, laboratórios e biblioteca informatizada, entre outros.
16 de dezembro de 2009
