O reconhecimento oficial por parte do governo francês da ligação do Campeche com a Compagnie Génerale Aéropostale (correios franceses) e, principalmente, a divulgação pública de registros documentais que comprovariam a estadia do ex-piloto e escritor francês Saint Exupéry no Campeche, foram recebidos com satisfação pelo dublê de pescador, militar aposentado e historiador Getúlio Manoel Inácio. Defensor intransigente da presença do escritor francês, autor de O Pequeno Príncipe, no Campeche, apesar da reticência de alguns historiadores, Getúlio persegue há mais 20 anos a comprovação documental desse vínculo. Em 2001, lançou o livro ‘Deca e Zeperri”, que relata a suposta relação entre seu falecido pai, Manoel Rafael Inácio, o Seu Déca, e o ex-piloto Saint Exupèry. Além dos registros formais das rotas de vôos, que comprovariam a presença do francês no bairro, Getúlio destaca também os relatos do próprio Exupéry como prova de sua presença no Campeche. . “Está escrito lá, no livro Vôo Noturno (um dos mais importantes livros do francês), na página 64”, assinala. Apelidado pelos pescadores de Zeperri, devido a dificuldade de pronúncia do francês, Exupèry teria passado pelo Campeche entre outubro de 1929 e janeiro de 1931, período que durou a antiga rota. Nascido em 51, Getúlio conta com presenciou todas as edificações originais da aviação francesa, e chegou a residir no antigo Popote, em 58, durante uma semana, quando uma chuva de pedras destruiu a maioria dos telhados de residências da região. “Tudo isso me despertou o interesse em lugar pelo legado de papai”, afirma. A única entrevista dada pelo próprio Déca sobre o tema aconteceu em 92, à repórter Daysi Vogel, da Revista Veja. (Foto: Juliana de Oliveira/Divulgação/Arquivo-2001/JC)
28 de janeiro de 2010
