28 de janeiro de 2010

Hoteleiro teme risco de declínio em relação ao verão anterior

O presidente da seccional catarinense da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/SC), João Eduardo Amaral Moritz, acredita que neste momento perseguir o mesmo desempenho do ano passado, em termos de número de visitantes, já será uma vitória para a capital catarinense. Às vésperas da temporada, estimativas da Santur e de dirigentes do setor estimavam um crescimento de até 20% no volume de turistas. Contava-se, nessa matemática, com um incremento até por conta dos supereventos natalinos previstos para a capital, que depois não aconteceram. “Corremos o risco até de ter uma temporada pior do que a do ano passado”, alerta Moritz. O dirigente acha que a queda no número de argentinos, que teriam vindo em volume 40% menor do que na temporada anterior, abalou a temporada “Os argentinos não vieram com a mesma intensidade do verão passado, basicamente por causa do câmbio, que neste momento está desfavorável para eles”, assinalou. O excesso de chuvas em janeiro, na avaliação do dirigente, foi outro fator de impacto, porque prejudicou o turismo de ocasião, aquele público que decide em cima da hora. Para Moritz, os maiores entraves para recuperar a estabilidade do turismo na capital seriam a saturação do aeroporto Hercílio Luz e os problemas de saneamento. “A questão da mobilidade não é o maior problema, mas a infra-estrutura de serviços, a falta de água, as praias poluídas e o esgotamento do aeroporto são determinantes para afugentar o turista”, pondera.