28 de janeiro de 2010

Novo embargo paralisa obras de estação de esgoto no Rio Tavares

Novo imbróglio ameaça as obras de construção da futura e polêmica rede de esgoto no Campeche. Além da forte resistência da comunidade local ao modelo em implantação na região, especialmente a destinação final do efluente para mar aberto, através de emissário submarino, um novo embargo judicial voltou a pôr em xeque a obra. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou sentença, em dezembro, embargando as obras de construção da estação do Rio Tavares, uma espécie de nave-mãe de toda rede de esgoto. Sem ela, o sistema não tem como funcionar. A mesma obra já havia sido embargada em meados do ano passado, mas na seqüência o embargo foi suspenso pela Justiça, permitindo a retomada dos trabalhos. O gerente de Construção da Casan, Fábio Krieger, disse, no dia 20 de janeiro, que a empresa ainda não teria sido notificada oficialmente do novo embargo, para iniciar as providências jurídicas cabíveis, mas admitiu que as obras já estão paradas por conta da decisão. “A partir dela se interrompe, agora o assunto vai para o jurídico para tentar reverter”, comentou. A estação teve até agora apenas 10% das obras construídas, de acordo com o dirigente, envolvendo apenas a etapa de terraplanagem da área de cinco mil metros quadrados, que vai abrigar a edificação. Nenhuma fundação foi iniciada. A interrupção, antecipa Krieger, vai implicar num inevitável novo atraso no cronograma da obra, que inicialmente estava prevista para ficar pronta até o final deste ano, permitindo início de operações no começo de 2001. A obra da estação, estima o dirigente, precisa pelo menos mais 12 meses para ficar pronta. Inobstante a situação, informou Krieger, seguem em andamento as obras da rede coletora, envolvendo tubulações e estações elevatórias. Conforme ele, cerca de 35% dos 54 quilômetros de rede coletora previstas no sistema já estariam prontas, bem como uma das oito estações elevatórias previstas. “A rede deve estar concluída até setembro”, estimou. Acerca do polêmico e contestado emissário, o gerente da empresa informou que, superadas todas as instâncias preliminares de licenciamento, demora cerca de dois para ser instalado, após a aprovação do projeto, que ainda não tem prazo para ficar pronto. (Foto: William Casagrande/Divulgação/JC)