17 de março de 2010

Após longa espera, começa restauração de igreja do Ribeirão da Ilha

Começaram finalmente, no início deste ano, as prometidas obras de restauração da bicentenária Igreja de Nossa Senhora da Lapa, na localidade de Freguesia do Ribeirão da Ilha. O convênio para execução de obras na edificação religiosa foi anunciado sob pompa e circunstância, em meados de julho do ano passado, em cerimônia no local que contou com presença das principais autoridades estaduais e municipais, entre elas o governador Luiz Henrique da Silveira. Contudo, até o início efetivo das obras, houve um intervalo de quase seis meses, gerando alguma apreensão na comunidade local. Tombada como patrimônio histórico municipal e estadual, a igreja está interditada há mais de um ano, após detecção de problemas estruturais na edificação, frustrando moradores e turistas que visitam a região. As missas ordenadas pelo padre titular da paróquia, Maurício Serafim da Costa, estão sendo realizadas no centro comunitário local, para onde foram transferidos os bancos da igreja. Padre Maurício acha que a demora no início das obras é normal, porque envolve um vasto périplo formal por diversas instâncias da administração estadual. Conforme o pároco, as obras estão concentradas atualmente nos telhados e parte interna da igreja, com a reforma do madeiramento, instalação de mantas térmicas e recolocação das telhas originais. Além disso, conforme ele, estão sendo recuperados os acessos às torres, janelas, parte elétrica e hidráulica, além do presbítero principal. “Nossa expectativa é de que a obra fique pronta até outubro deste ano, depois então vamos analisar a possibilidade de reabrir a igreja”, comentou. A obra em execução, contudo, não é definitiva para a recuperação integral da unidade religiosa, que envolverá ainda uma segunda e terceira etapas de restauração, cuja viabilização está indefinida. “O custo total para recuperar a igreja é por volta de R$ 5 milhões”, estimou. A recuperação da fachada externa e pinturas não estão estão incluídas nesta etapa em execução, informou o pároco. “É natural o custo e a demora em obra deste tipo, porque não é uma reforma, mas restauração”, acentuou. A empreiteira que executa os trabalhos, de acordo com ele, é a mesma que realizou a recuperação da catedral metropolitana. (Foto: Geremia Photography/Divulgação/JC)