Começaram finalmente, no início deste ano, as prometidas obras de restauração da bicentenária Igreja de Nossa Senhora da Lapa, na localidade de Freguesia do Ribeirão da Ilha. O convênio para execução de obras na edificação religiosa foi anunciado sob pompa e circunstância, em meados de julho do ano passado, em cerimônia no local que contou com presença das principais autoridades estaduais e municipais, entre elas o governador Luiz Henrique da Silveira. Contudo, até o início efetivo das obras, houve um intervalo de quase seis meses, gerando alguma apreensão na comunidade local. Tombada como patrimônio histórico municipal e estadual, a igreja está interditada há mais de um ano, após detecção de problemas estruturais na edificação, frustrando moradores e turistas que visitam a região. As missas ordenadas pelo padre titular da paróquia, Maurício Serafim da Costa, estão sendo realizadas no centro comunitário local, para onde foram transferidos os bancos da igreja. Padre Maurício acha que a demora no início das obras é normal, porque envolve um vasto périplo formal por diversas instâncias da administração estadual. Conforme o pároco, as obras estão concentradas atualmente nos telhados e parte interna da igreja, com a reforma do madeiramento, instalação de mantas térmicas e recolocação das telhas originais. Além disso, conforme ele, estão sendo recuperados os acessos às torres, janelas, parte elétrica e hidráulica, além do presbítero principal. “Nossa expectativa é de que a obra fique pronta até outubro deste ano, depois então vamos analisar a possibilidade de reabrir a igreja”, comentou. A obra em execução, contudo, não é definitiva para a recuperação integral da unidade religiosa, que envolverá ainda uma segunda e terceira etapas de restauração, cuja viabilização está indefinida. “O custo total para recuperar a igreja é por volta de R$ 5 milhões”, estimou. A recuperação da fachada externa e pinturas não estão estão incluídas nesta etapa em execução, informou o pároco. “É natural o custo e a demora em obra deste tipo, porque não é uma reforma, mas restauração”, acentuou. A empreiteira que executa os trabalhos, de acordo com ele, é a mesma que realizou a recuperação da catedral metropolitana. (Foto: Geremia Photography/Divulgação/JC)
17 de março de 2010
