O avanço do mar sobre a Praia da Armação, no Sul da Ilha, gerou um clima de apreensão no Sul da Ilha acerca do risco de salinização da Lagoa do Peri, principal manancial de água doce da região, de onde é extraída toda a água potável que abastece 120 mil habitantes das costas Sul e Leste da Ilha, do Pântano do Sul à Barra da Lagoa. O superintendente de Recursos Hídricos e Meio-Ambiente da Casan, Cláudio Floriani, descarta qualquer ameaça ao manancial. “O risco de contaminação é quase nulo”, assegura Tecnicamente, conforme ele, existiriam três possibilidades de contaminação, todas elas com risco próximo de zero. A primeira, através da elevação do nível do mar, sobrepondo a rodovia e chegando à lagoa, considerada fora de cogitação. “Antes disso acontecer, a vila da Armação teria que ser toda devastada pelo mar”, ponderou. Mesmo que isso viesse a ocorrer, numa situação de calamidade, ele ressalta que a Lagoa do Peri possui um espelho d’água de cinco quilômetros, que permitiria a diluição e dispersão rápida de eventuais resíduos de água salgada. A segunda, através da correnteza do Rio Sangradouro, seria a mais preocupante, mas Floriani ressalta que existe um desnível de quase três metros entre o rio e o ponto de captação da lagoa. “Temos feitos monitoramentos constantes ao longo do Sangradouro e, no mais recente, detectamos presença de água salgada em níveis próximo de zero numa distância 3.853 metros do ponto de captação”, explicou. A terceira opção seria por infiltração subterrânea, hipótese também considerada pela Casan como bastante improvável. (Foto: Luís Prates/Divulgação/Arquivo/JC)
14 de junho de 2010
